Ancelotti recusa a Itália, decreta o fim do ciclo de Neymar, Casemiro e Danilo e mira a Copa América de 2028
Copa do Mundo 2026

Ancelotti recusa a Itália, decreta o fim do ciclo de Neymar, Casemiro e Danilo e mira a Copa América de 2028

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Carlo Ancelotti abriu as cartas sobre o futuro da seleção brasileira. Em declarações concedidas nesta quarta-feira, dia 29 de julho, o técnico italiano confirmou que recusou uma proposta para comandar a seleção da Itália, decretou o encerramento do ciclo de veteranos como Neymar, Casemiro e Danilo e definiu a Copa América de 2028 como o primeiro grande objetivo de um Brasil em plena reconstrução após a eliminação nas oitavas de final do Mundial de 2026.

O fim de uma geração

O ponto mais forte da fala de Ancelotti foi o reconhecimento de que uma era chegou ao fim. Segundo o treinador, a queda diante da Noruega marcou a despedida de um grupo de jogadores experientes que sustentou a seleção nos últimos anos.

“Acho que com esta Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”, afirmou o italiano. A avaliação abre caminho para uma renovação profunda do elenco, com a promoção gradual de atletas mais jovens.

No caso de Neymar, o próprio jogador já havia sinalizado que sua trajetória com a camisa amarela estava encerrada. Ancelotti tratou o desfecho como algo natural, parte do curso da carreira de qualquer atleta. Nomes como Marquinhos e Alisson, porém, seguem no radar e podem ter espaço no novo ciclo.

A recusa à Itália e o compromisso com o Brasil

Ancelotti também confirmou um dos temas que mais movimentou os bastidores nas últimas semanas: o convite da federação italiana para que ele assumisse a seleção de seu país. O treinador revelou que houve o contato, mas que optou por permanecer no comando do Brasil.

“Não é uma questão de contrato. Quero continuar aqui”, declarou, reforçando que sua decisão foi guiada pelo compromisso assumido com a Confederação Brasileira de Futebol e pela forma como foi recebido no país. O italiano tem vínculo com a CBF até a Copa do Mundo de 2030 e reafirmou o desejo de cumprir o projeto até o fim.

Copa América de 2028 como primeiro alvo

Com a página do Mundial virada, o foco passa a ser a montagem de um time competitivo no curto prazo. Ancelotti deixou claro que não pretende esperar até 2030 para colher resultados e apontou o próximo torneio continental como a prioridade imediata.

“Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028”, explicou. A ideia é aproveitar os próximos amistosos para observar de perto atletas ainda pouco conhecidos pela comissão técnica e formar uma base sólida rumo ao Mundial seguinte.

Autocrítica e os próximos passos

O comandante não fugiu da responsabilidade pelo desempenho na Copa. Ele admitiu falhas, especialmente nas substituições da partida contra a Noruega, quando a equipe perdeu o controle do jogo e acabou eliminada na primeira fase de mata-mata, na pior campanha brasileira em Mundiais desde 1966.

Apesar da frustração, o discurso foi de reconstrução e planejamento. “Uma geração se acaba e a outra tem de começar”, resumiu o treinador, ao defender a necessidade de olhar para um novo ciclo sem promover uma ruptura total no elenco.

Os primeiros testes práticos vêm na Data Fifa de setembro, com dois amistosos marcados contra a Austrália: o primeiro no dia 25, e o segundo no dia 29, ambos em solo australiano. Serão as oportunidades iniciais para Ancelotti começar a desenhar, na prática, a seleção que quer levar à disputa da Copa América de 2028.

Fontes: CNN Brasil, ge (Globoesporte), ogol e A Bola.

Imagem de destaque: Bryan Berlin / CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons. Fonte.

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