Nenhuma Copa do Mundo chegou perto do tamanho da edição de 2026. O torneio disputado em Estados Unidos, México e Canadá quebra recordes em praticamente todas as métricas possíveis: número de seleções, quantidade de jogos, países-sede, cidades envolvidas e duração. Os números, colocados lado a lado com as edições anteriores, mostram um salto de escala sem precedentes na história do evento.
De 32 para 48: o maior salto de participantes
A Copa nasceu em 1930 com 13 seleções. Cresceu para 16 no pós-guerra, chegou a 24 em 1982 e a 32 em 1998, formato que durou sete edições. A passagem para 48 participantes em 2026 representa um aumento de 50% de uma edição para outra, a maior expansão proporcional desde 1982. Na prática, um quarto das seleções filiadas à FIFA disputa o torneio.
A ampliação redistribuiu vagas entre os continentes e abriu espaço para estreantes. Confederações historicamente sub-representadas, como a africana e a asiática, ganharam vagas diretas adicionais, mudando a geografia do torneio.
104 jogos: 40 partidas a mais
O crescimento mais visível está no calendário. Desde 1998, toda Copa tinha 64 jogos. A edição de 2026 tem 104, divididos entre 72 partidas de fase de grupos e 32 de fase eliminatória, incluindo a decisão de terceiro lugar. São 40 jogos a mais, o equivalente a quase dois terços de uma Copa inteira do formato antigo acrescentados ao torneio.
Os recordes em lista
- 48 seleções, o maior número da história do torneio masculino.
- 104 partidas, contra 64 do formato vigente entre 1998 e 2022.
- 12 grupos de quatro times na primeira fase.
- Mata-mata com 32 seleções, do tamanho de uma Copa inteira do ciclo anterior.
- Três países-sede pela primeira vez; em 2002, Japão e Coreia do Sul dividiram a organização entre dois.
- 16 cidades-sede, espalhadas por um território de dimensões continentais.
- Oito jogos no caminho do campeão, um a mais do que em qualquer edição anterior.
- Estádio Azteca como o primeiro palco a receber três Copas do Mundo.
O recorde de público em risco
Há três décadas, a Copa de 1994, nos Estados Unidos, mantém o recorde de público total da história: cerca de 3,6 milhões de torcedores em apenas 52 jogos, com média superior a 68 mil por partida, marca jamais igualada. Com o dobro de jogos e estádios de capacidade entre 60 mil e mais de 80 mil lugares, a edição de 2026 tem condições matemáticas de pulverizar o público total de qualquer mundial anterior.
Um torneio de dimensões continentais
A distância entre as sedes também não tem paralelo. De Vancouver, no noroeste do Canadá, à Cidade do México há mais de 3.500 quilômetros em linha reta. O torneio atravessa múltiplos fusos horários e climas que vão do calor úmido de Miami e Houston à altitude da capital mexicana. Logística de viagem virou parte do jogo para delegações e torcedores.
Tamanho é documento?
Os críticos da expansão argumentam que mais jogos diluem a qualidade média da primeira fase. Os defensores respondem que a Copa sempre cresceu e que cada ampliação revelou seleções antes invisíveis: foi com 24 times que Camarões encantou em 1990, e com 32 que Senegal, em 2002, e Marrocos, semifinalista em 2022, escreveram suas histórias. A edição de 2026 leva essa lógica ao limite. Em números absolutos, é simplesmente o maior espetáculo que o futebol já montou.