A Noruega viveu uma noite histórica na Copa do Mundo de 2026. Com dois gols de Erling Haaland, a seleção escandinava bateu Senegal por 3 a 2, garantiu vaga no mata-mata com uma rodada de antecedência e encerrou um jejum de 28 anos longe da fase decisiva do torneio. Foi a primeira vez desde a edição de 1998 que os noruegueses voltaram a disputar um Mundial, e a estreia na fase final não poderia ter sido mais marcante.
Como foi o jogo
O confronto, válido pelo Grupo I, foi equilibrado e movimentado. A Noruega abriu o placar ainda no fim do primeiro tempo, aos 43 minutos, com Marcus Holmgren Pedersen. No início da etapa final, Haaland ampliou aos 48 minutos, aproveitando sua presença na área para deixar a sua marca. Senegal reagiu rápido: aos 53 minutos, Ismaila Sarr diminuiu e recolocou os africanos na partida.
A resposta norueguesa veio com o homem da noite. Aos 58 minutos, Haaland marcou novamente e fez o terceiro gol da equipe, dando tranquilidade no momento mais tenso do jogo. Senegal ainda buscou o empate e voltou a balançar as redes nos acréscimos, novamente com Ismaila Sarr, mas o tempo não foi suficiente para evitar a derrota por 3 a 2.
Haaland em série rara
O atacante do Manchester City confirmou o status de protagonista. Os dois gols diante de Senegal formaram o seu segundo brace seguido na Copa, já que ele também havia marcado duas vezes na partida de estreia. Com isso, Haaland entrou para um grupo seleto: segundo levantamentos divulgados pela imprensa internacional, ele se tornou o único jogador nos últimos 50 anos, ao lado do inglês Harry Kane em 2018, a marcar dois gols em cada um dos seus dois primeiros jogos em Copas do Mundo.
O desempenho reforça o peso ofensivo da Noruega, que durante anos conviveu com a frustração de ter grandes nomes individuais sem conseguir levar o time às fases finais das principais competições. Agora, com Haaland em fase artilheira, a seleção comandada por Stale Solbakken transformou o talento individual em resultado coletivo.
O fim de uma longa espera
A classificação tem valor simbólico enorme para o país. A Noruega não disputava uma Copa do Mundo desde a França 1998, quando chegou a alcançar as oitavas de final. Foram quase três décadas de tentativas frustradas e gerações inteiras de torcedores sem ver a seleção em um Mundial. Voltar e, mais do que isso, avançar à fase de mata-mata logo na segunda partida, dá à campanha um peso histórico.
Além de garantir a vaga, a Noruega conquistou algo inédito em sua trajetória em Copas: vitórias em jogos consecutivos. O retrospecto anterior nunca havia registrado dois triunfos seguidos na competição, o que dimensiona o tamanho da campanha atual da equipe.
O que vem pela frente
Com a vaga assegurada, a Noruega ainda tem motivos para entrar em campo com ambição na última rodada da fase de grupos. O time encara a França em duelo que vale a liderança do Grupo I. Mais do que a posição na tabela, a partida define o caminho dos noruegueses no mata-mata e serve como termômetro diante de uma das seleções mais fortes do mundo.
Para Senegal, a derrota complica os planos. Os africanos, que apostavam em uma campanha de protagonismo, agora dependem de combinações de resultados para seguir vivos no torneio. O brilho de Ismaila Sarr, autor dos dois gols senegaleses, não foi suficiente para conter uma Noruega embalada e movida pelo faro de gol de Haaland.
A campanha norueguesa simboliza um dos enredos mais interessantes desta Copa: o retorno de uma seleção tradicional do futebol europeu, agora com uma estrela mundial no auge, escrevendo um novo capítulo após quase 30 anos de espera.
Fontes: Al Jazeera, ESPN, Sky Sports, FIFA e Yahoo Sports.
Imagem de destaque: Danny Rienecker / Unsplash (Unsplash License).