Maracanã: A História do Estádio Símbolo do Futebol Brasileiro
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Maracanã: A História do Estádio Símbolo do Futebol Brasileiro

2012quatro@gmail.com 2012quatro@gmail.com 3 min de leitura História do Futebol

Poucos estádios no mundo carregam tanta história quanto o Maracanã. Construído para a Copa do Mundo de 1950, o Estádio Jornalista Mário Filho foi palco da maior tragédia esportiva do Brasil, do milésimo gol de Pelé, de finais de Copa do Mundo e de Jogos Olímpicos. Mais do que uma arena, o Maracanã é um personagem central da cultura brasileira.

Uma obra colossal para a Copa de 1950

Quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa de 1950, o Rio de Janeiro decidiu erguer o maior estádio do planeta. A obra, iniciada em 1948 no bairro do Maracanã, foi inaugurada em junho de 1950, ainda com partes inacabadas. O nome oficial homenageia Mário Filho, jornalista e escritor que defendeu publicamente a construção do estádio e é autor do clássico livro O Negro no Futebol Brasileiro.

O Maracanazo de 1950

Em 16 de julho de 1950, o estádio recebeu cerca de 200 mil pessoas, com 173.850 pagantes, para a partida decisiva entre Brasil e Uruguai. Ao Brasil bastava o empate. Friaça abriu o placar, mas Schiaffino empatou e Ghiggia, aos 34 minutos do segundo tempo, silenciou a maior multidão já reunida em um estádio de futebol. O Maracanazo virou sinônimo universal de virada improvável e marcou profundamente o imaginário nacional, a ponto de influenciar até a troca do uniforme branco pela camisa amarela.

O palco dos grandes números

Nas décadas seguintes, o Maracanã consolidou recordes que dificilmente serão superados. O Fla-Flu de 1963 reuniu 194.603 pagantes, maior público da história entre clubes. Em 19 de novembro de 1969, Pelé marcou de pênalti contra o Vasco o milésimo gol de sua carreira, dedicado às crianças do Brasil. Zico, o Galinho de Quintino, tornou-se o maior artilheiro da história do estádio, com mais de 300 gols.

Momentos que definiram o Maracanã

  • 1950: inauguração e final da Copa do Mundo, com o Maracanazo
  • 1963: recorde mundial de público entre clubes no Fla-Flu
  • 1969: milésimo gol de Pelé, contra o Vasco
  • 2000: final do primeiro Mundial de Clubes da FIFA, vencido pelo Corinthians
  • 2014: final da Copa do Mundo, com título alemão sobre a Argentina
  • 2016: cerimônias e finais do futebol nos Jogos Olímpicos do Rio

Reformas e a nova era

O Maracanã passou por sucessivas reformas que reduziram sua capacidade em nome da segurança e do conforto. A mais profunda ocorreu entre 2010 e 2013, para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014. A famosa geral, setor popular rente ao gramado, deu lugar a um anel contínuo de cadeiras, mudança que transformou a experiência do torcedor e ainda gera debates sobre a elitização dos estádios.

Reaberto, o estádio voltou ao centro do futebol mundial. Em 2014, recebeu a final da Copa, decidida pelo gol de Mario Götze na vitória da Alemanha sobre a Argentina. Em 2016, sediou as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e a final do futebol masculino, com o ouro brasileiro. Em 2019, viu o Brasil vencer o Peru na decisão da Copa América, e em 2021 testemunhou Messi erguer seu primeiro troféu pela seleção argentina.

Um patrimônio do futebol

Casa habitual de Flamengo e Fluminense, e palco de decisões de Vasco e Botafogo, o Maracanã segue como templo do futebol brasileiro. Cada geração tem sua memória do estádio: a dor de 1950, a festa de Pelé, os gols de Zico, o título olímpico de 2016. É essa camada sobre camada de histórias que faz do Maracanã muito mais do que concreto e arquibancada: um símbolo nacional.

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