‘Pode esperar, vamos atrás de você’: técnico da Noruega provoca Ancelotti, recua e reaviva tabu contra o Brasil na Copa 2026
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‘Pode esperar, vamos atrás de você’: técnico da Noruega provoca Ancelotti, recua e reaviva tabu contra o Brasil na Copa 2026

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O duelo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, marcado para domingo (5), às 17h de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, ganhou um tempero extra antes mesmo da bola rolar. Em um vídeo gravado no vestiário após a classificação norueguesa, o técnico Stale Solbakken mandou um recado direto a Carlo Ancelotti: ‘Pode esperar, Carlo Ancelotti. Vamos atrás de você’. A frase viralizou, repercutiu no Brasil e obrigou o treinador a se explicar publicamente um dia depois.

A frase que agitou os bastidores

O episódio aconteceu na terça-feira (30), logo depois da vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, com gol decisivo de Erling Haaland no fim, resultado que colocou a Noruega nas oitavas de uma Copa do Mundo pela primeira vez em 28 anos. Na celebração do vestiário, registrada em vídeo, Solbakken discursou emocionado para os jogadores, disse que a classificação representava uma mudança de patamar para o futebol do país e encerrou com o recado ao comandante da seleção brasileira: ‘E, Carlo Ancelotti, pode esperar! Vamos atrás de você!’.

A cena correu o mundo em poucas horas e foi tratada por parte da imprensa como uma provocação ao Brasil, justamente o adversário que a Noruega terá pela frente no mata-mata.

O recuo: ‘Foi uma homenagem’

Na quarta-feira (1º), em entrevista coletiva, Solbakken tratou de esfriar o clima e afirmou que a fala foi mal interpretada. ‘Fico o mais longe possível de provocar alguém. Ancelotti talvez seja o maior treinador da história do futebol europeu, ao lado de Guardiola e Mourinho. Tenho um grande respeito por ele’, declarou o norueguês.

O treinador ainda explicou o contexto do discurso: ‘Foi só um lembrete do que vamos ter pela frente nos próximos quatro ou cinco dias’. E completou dizendo que a frase estava longe de ser um insulto: ‘Foi mais uma homenagem a ele. Ele é um dos maiores, se não o maior, da história do futebol europeu’. Segundo Solbakken, Ancelotti é ‘um cara incrível, com grande senso de humor’, e a Noruega tem o máximo respeito pelo Brasil.

Um tabu de quase 40 anos

Provocação ou homenagem, o fato é que o confronto carrega um retrospecto incômodo para o torcedor brasileiro: em quatro jogos na história, o Brasil nunca venceu a Noruega. São dois empates e duas vitórias dos noruegueses.

O primeiro encontro foi em 1988, um amistoso que terminou empatado em 1 a 1. Em 1997, novo amistoso, em Oslo, e vitória norueguesa por 4 a 2. Em 2006, no último duelo entre as seleções, mais um empate por 1 a 1. E, no meio desse caminho, aconteceu o jogo mais doloroso: a derrota por 2 a 1 na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, na França.

O pênalti polêmico de 1998

Naquela partida em Marselha, Bebeto chegou a marcar para o Brasil, mas Tore André Flo empatou e Kjetil Rekdal virou de pênalti nos minutos finais, resultado que eliminou o Marrocos e classificou a Noruega. A penalidade foi tratada na época como um erro grosseiro de arbitragem, já que as câmeras da transmissão oficial não mostravam a falta.

A polêmica só foi esclarecida dias depois, quando as imagens de uma câmera que não fazia parte da transmissão revelaram que a marcação estava correta. O lance entrou para a história das Copas e volta à tona agora, quase três décadas depois, no reencontro das duas seleções em um Mundial.

O que está em jogo no domingo

O Brasil chega às oitavas depois da vitória de virada por 2 a 1 sobre o Japão, com gol de Martinelli nos acréscimos, mas terá o desfalque de Lucas Paquetá, cortado por uma lesão na coxa. A Noruega aposta na força de Haaland, artilheiro decisivo na campanha norueguesa, para sustentar o discurso confiante do seu treinador.

Quem avançar enfrenta nas quartas de final o vencedor de México x Inglaterra, dois times que chegam embalados ao mata-mata. Para o Brasil, além da vaga, o domingo oferece a chance de derrubar de uma vez um tabu que já dura 38 anos.

Fontes: CNN Brasil, Terra, Lance, O Tempo, Exame e Rádio Itatiaia.

Imagem de destaque: Rudi De Meyer / Unsplash (Unsplash License).

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