O Paris Saint-Germain começou a temporada europeia levantando mais um troféu. Na noite desta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, na Red Bull Arena, em Salzburg, na Áustria, a equipe francesa venceu o Aston Villa por 2 a 1 e conquistou a Supercopa da UEFA pelo segundo ano seguido. O clube parisiense, campeão da Liga dos Campeões, superou os ingleses, vencedores da Liga Europa, em uma final movimentada que ficou marcada também por um recorde histórico batido por um adolescente.
Como foi o jogo
O PSG saiu na frente logo aos 20 minutos do primeiro tempo, com o georgiano Khvicha Kvaratskhelia balançando as redes. O Aston Villa, no entanto, reagiu antes do intervalo e chegou ao empate aos 45 minutos, em jogada que entraria para a história da competição. Na etapa final, o time comandado por Luis Enrique voltou mais ligado e chegou ao gol da vitória aos 61 minutos, com o jovem atacante Désiré Doué, que recebeu na entrada da área e finalizou de perna esquerda no canto para decretar o 2 a 1.
Com o resultado, o PSG garantiu o troféu diante de um Aston Villa que lutou até o fim, mas não conseguiu a igualdade. A arbitragem também teve um capítulo inédito: Omar Abdulkadir Artan tornou-se o primeiro árbitro de fora da Europa a apitar uma final da Supercopa da UEFA.
Brian Madjo, o mais jovem artilheiro da história da Supercopa
O grande nome do Aston Villa na partida foi o atacante Brian Madjo. Aos 17 anos e 212 dias, o jovem entrou para a história ao marcar o gol de empate e se tornar o mais jovem artilheiro da história da Supercopa da UEFA. O recorde anterior pertencia ao holandês Patrick Kluivert, que havia balançado as redes na edição de 1996 com 19 anos e 220 dias, ou seja, mais de dois anos mais velho que Madjo.
O gol ainda teve o charme de acontecer na estreia do garoto pelo clube. Após cruzamento preciso de John McGinn na segunda trave, Madjo apareceu para completar de voleio, com a bola indo direto para o fundo do gol sem tocar o chão. O lance colocou o nome do adolescente nas manchetes do futebol europeu e projetou uma das promessas do elenco inglês.
Luis Enrique amplia a coleção e Emery mantém tabu
Do lado parisiense, o título tem sabor especial para o técnico Luis Enrique. O treinador espanhol conquistou o seu 13º troféu à frente do PSG desde que assumiu o clube em 2023, consolidando um ciclo vitorioso na capital francesa. Antes de bater o Aston Villa, o Paris havia superado o Tottenham nos pênaltis na Supercopa da temporada anterior, o que faz do time o segundo da história a vencer a competição em anos consecutivos, feito que antes só havia sido alcançado pelo Real Madrid, campeão em 2016 e 2017.
Já para o Aston Villa e para o técnico Unai Emery, a decisão deixou um gosto amargo. O espanhol, que já é referência em finais europeias, viu se manter um tabu incômodo: foram quatro finais de Supercopa da UEFA disputadas ao longo da carreira, todas com derrota. Ainda assim, a campanha do clube inglês, que chegou à decisão como campeão da Liga Europa, e a atuação de jovens como Madjo indicam que a equipe de Birmingham segue firme entre os protagonistas do continente.
A partida abriu oficialmente o calendário europeu de 2026 e serviu de aquecimento para a nova temporada, que promete disputas intensas entre as forças da França e da Inglaterra. Para o PSG, o começo não poderia ser melhor: mais uma taça na galeria e a confirmação de que o time de Luis Enrique continua sendo uma das referências do futebol mundial.
Fontes: ESPN, NBC Sports, Sports Illustrated, Al Jazeera, UEFA.com e Goal.
Imagem de destaque: Aleksandr Galichkin / Unsplash (Unsplash License).