A Espanha não se contentou em levantar o troféu da Copa do Mundo de 2026. Um dia depois de bater a Argentina por 1 a 0 na final do MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistar o bicampeonato mundial, a seleção comandada por Luis de la Fuente também dominou a premiação individual da FIFA. O meio-campista Rodri foi eleito o melhor jogador do torneio e recebeu a Bola de Ouro, enquanto o goleiro Unai Simón e o zagueiro Pau Cubarsí completaram a festa espanhola. A única honraria de grande destaque que escapou aos campeões foi a Chuteira de Ouro, que ficou com o francês Kylian Mbappé.
Rodri conquista a Bola de Ouro
Peça central da estrutura de La Roja, Rodri foi escolhido o craque da Copa e faturou a Bola de Ouro. O prêmio coroa uma campanha em que o meio-campista foi o cérebro de uma equipe que terminou o torneio invicta e com a defesa mais sólida da competição. Lionel Messi, da Argentina, ficou com a Bola de Prata, entregue ao segundo colocado na votação, em sua despedida das Copas do Mundo. O terceiro lugar, com a Bola de Bronze, ficou com Mbappé.
A escolha reforça o peso de Rodri no futebol mundial nos últimos anos e amplia a coleção de prêmios individuais do espanhol em nível de seleção e de clube.
Mbappé e uma Chuteira de Ouro histórica
Mesmo eliminado nas semifinais, Mbappé terminou a Copa de 2026 como artilheiro isolado e garantiu a Chuteira de Ouro. O francês balançou as redes dez vezes ao longo do torneio e ainda contabilizou quatro assistências, números que nenhum outro atacante conseguiu superar.
O feito tem um significado especial na carreira do camisa 10 francês. Segundo a Al Jazeera e outros veículos internacionais, Mbappé se tornou o primeiro jogador a vencer a Chuteira de Ouro em duas edições seguidas de Copa do Mundo, repetindo o troféu que já havia conquistado no Catar, em 2022. O prêmio serve de consolo para o atacante, que viu a França cair diante da própria Espanha na semifinal e depois perder a disputa de terceiro lugar para a Inglaterra.
Unai Simón e Cubarsí ampliam o domínio espanhol
Além da Bola de Ouro, a Espanha levou mais duas premiações individuais de peso. Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, dada ao melhor goleiro da Copa, após uma campanha em que passou sete partidas sem ser vazado. A muralha espanhola foi decisiva para que a seleção chegasse à final sem sustos defensivos.
O prêmio de Melhor Jogador Jovem ficou com Pau Cubarsí, zagueiro de apenas 19 anos que se firmou como titular da defesa campeã. A joia revelada pelo Barcelona confirmou a aposta na nova geração espanhola e projetou seu nome como um dos grandes valores do futebol mundial para o próximo ciclo.
Uma premiação com cara de Espanha
Ao somar o título com a Bola de Ouro, a Luva de Ouro e o troféu de Melhor Jovem, a Espanha transformou a Copa de 2026 em uma vitrine quase completa de seu projeto. A campanha invicta, aliada ao reconhecimento individual de Rodri, Unai Simón e Cubarsí, resume o equilíbrio entre experiência e juventude que sustentou o segundo título mundial da história de La Roja, o primeiro desde 2010.
Do lado dos derrotados, ficaram as honrarias de consolo. Messi, com a Bola de Prata, e Mbappé, com a Chuteira e a Bola de Bronze, dividiram o protagonismo individual sem conseguir levar seus países ao topo. A premiação encerrou oficialmente uma Copa do Mundo marcada pela força coletiva espanhola.
Fontes: ESPN, Al Jazeera, NBC Sports, CNN Brasil e Lance.
Imagem de destaque: Paolo Chiabrando / Unsplash (Unsplash License).