A Bola de Ouro e os Grandes Prêmios Individuais do Futebol
Futebol Internacional

A Bola de Ouro e os Grandes Prêmios Individuais do Futebol

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O futebol é um esporte coletivo, mas o debate sobre quem é o melhor jogador do mundo move paixões há gerações. Esse debate ganhou forma em 1956, quando a revista francesa France Football criou a Bola de Ouro, o prêmio individual mais prestigioso do esporte. Sua história acompanha a própria evolução do futebol: começou restrita a europeus, abriu-se ao mundo e se tornou o termômetro definitivo das grandes carreiras.

1956: a criação de Gabriel Hanot

O prêmio nasceu de uma ideia do jornalista e ex-jogador Gabriel Hanot, o mesmo que havia impulsionado a criação da Copa dos Campeões da Europa. A primeira Bola de Ouro foi entregue ao inglês Stanley Matthews, então com 41 anos, ponta lendário do Blackpool. Nos anos seguintes, o troféu coroou gigantes como Alfredo Di Stéfano, Raymond Kopa, Lev Yashin (único goleiro a vencer, em 1963), Eusébio, Bobby Charlton, George Best e Johan Cruyff, três vezes premiado na década de 1970, marca igualada por Michel Platini nos anos 1980 e por Marco van Basten.

A abertura ao mundo

Durante quase quatro décadas, só jogadores europeus podiam vencer, o que deixou de fora nomes como Pelé e Maradona no auge. Em 1995, a regra mudou para incluir qualquer atleta de clubes europeus, e o liberiano George Weah, então no Milan, fez história como primeiro vencedor não europeu e único africano premiado. Em 2007, a eleição tornou-se mundial de fato, aberta a jogadores de qualquer campeonato. O Brasil aproveitou a primeira abertura: Ronaldo venceu em 1997 e 2002, Rivaldo em 1999, Ronaldinho Gaúcho em 2005 e Kaká em 2007.

A era Messi e Cristiano Ronaldo

Nenhuma rivalidade marcou tanto o prêmio quanto a disputa entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Entre 2008 e 2021, os dois venceram 12 das 13 edições disputadas, interrompidas apenas por Luka Modric em 2018. Messi chegou a sete conquistas com o troféu de 2021, recorde absoluto, enquanto o português acumulou cinco. Entre 2010 e 2015, o prêmio foi unificado com a eleição da FIFA sob o nome FIFA Ballon d’Or; a partir de 2016, as premiações voltaram a ser separadas, com a France Football mantendo a Bola de Ouro e a FIFA criando o The Best.

Os principais prêmios individuais do futebol

  • Bola de Ouro: criada em 1956 pela France Football
  • The Best FIFA: sucessor da eleição de melhor do mundo da FIFA, desde 2016
  • Bola de Ouro feminina: instituída em 2018, com Ada Hegerberg como pioneira
  • Troféu Kopa: melhor jogador sub-21, vencido por Mbappé em 2018
  • Troféu Yashin: melhor goleiro do mundo, com Alisson como primeiro vencedor em 2019
  • Prêmio Puskás: gol mais bonito do ano, criado pela FIFA em 2009

A expansão das premiações

A FIFA já elegia o melhor do mundo desde 1991, quando o alemão Lothar Matthäus venceu a primeira edição; brasileiros como Romário, em 1994, e Ronaldo, três vezes premiado, brilharam nessa eleição. O ecossistema de prêmios cresceu: a Bola de Ouro feminina estreou em 2018 com a norueguesa Ada Hegerberg, seguida por Megan Rapinoe e pela espanhola Alexia Putellas. O Troféu Kopa reconhece o melhor jovem, o Yashin premia goleiros e o Puskás celebra o gol mais bonito do ano, vencido por Neymar em 2011 com seu gol pelo Santos contra o Flamengo.

Mais que um troféu, um capítulo de biografia

A Bola de Ouro transforma temporadas em legado. Vencê-la separa os grandes jogadores dos jogadores históricos, e perdê-la repetidas vezes também marca carreiras brilhantes, como as de Xavi, Iniesta e Thierry Henry. Entre listas, votos de jornalistas e debates infindáveis, o prêmio cumpre há décadas a mesma função: dar ao futebol, esporte de onze contra onze, o seu retrato individual definitivo.

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