Camisa de Pelé na final da Copa de 1958 é vendida por US$ 4,88 milhões e vira a segunda mais cara da história
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Camisa de Pelé na final da Copa de 1958 é vendida por US$ 4,88 milhões e vira a segunda mais cara da história

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Em plena reta final da Copa do Mundo de 2026, uma relíquia do futebol mudou de mãos por um valor astronômico. A camisa número 10 que Pelé vestiu na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2 em Estocolmo e conquistou o primeiro dos seus cinco títulos mundiais, foi vendida nesta quinta-feira (16) por US$ 4,88 milhões (cerca de R$ 27 milhões) em leilão realizado pela casa Sotheby’s, nos Estados Unidos. O valor estabelece um recorde para itens colecionáveis do Rei do futebol e coloca a peça como a segunda camisa mais cara já leiloada no esporte.

A camisa de um garoto de 17 anos que mudou a história

Naquela final de 29 de junho de 1958, no estádio Rasunda, Pelé tinha apenas 17 anos e marcou dois gols na vitória sobre os donos da casa, um aos 55 e outro aos 90 minutos. Até hoje, ele segue como o jogador mais jovem a atuar e a marcar em uma final de Copa do Mundo, um recorde que resiste há quase sete décadas e que nem a nova geração de fenômenos conseguiu ameaçar.

Segundo a Sotheby’s, o leilão atraiu dez lances de mais de cinco interessados antes de a peça ser arrematada. A identidade do comprador não foi divulgada, algo comum em vendas desse porte no mercado de memorabilia esportiva.

De presente a companheiro de time a leilão milionário

A trajetória da camisa é uma história à parte. Depois da final, Pelé presenteou a peça ao goleiro Dida, seu companheiro de seleção, que mais tarde a doou ao Museu dos Esportes, no Rio de Janeiro. Em 2004, o museu consignou a camisa para leilão na Christie’s, quando ela foi vendida por 70.505 libras, o equivalente a cerca de US$ 105 mil na época.

Ou seja, em pouco mais de duas décadas, o valor da peça se multiplicou por mais de 45 vezes. A explosão de preço acompanha a valorização do mercado de itens históricos do futebol e ganhou impulso extra com a morte de Pelé, em dezembro de 2022, aos 82 anos, e com a visibilidade da Copa do Mundo disputada agora nos Estados Unidos, Canadá e México.

Só a Mão de Deus vale mais

Com a venda, a camisa de 1958 assume o posto de segunda mais cara da história do futebol em leilões. O primeiro lugar segue com a camisa que Diego Maradona usou contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa de 1986, o jogo dos gols da Mão de Deus e do Gol do Século. Aquela peça foi vendida por US$ 9,28 milhões em 2022, também pela Sotheby’s.

A coincidência é simbólica: as camisas dos dois maiores ídolos da história das Copas lideram o ranking, e a venda acontece justamente na semana em que a Argentina de Lionel Messi, herdeiro futebolístico de Maradona, disputa a final do Mundial de 2026 contra a Espanha, no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

O legado de Pelé segue valorizado

Pelé conquistou três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970), feito que nenhum outro jogador alcançou, e marcou 77 gols em 92 jogos pela seleção brasileira, marca que só foi superada por Neymar, que se despediu da seleção na atual Copa. A camisa de 1958, porém, tem um peso único: foi nela que o mundo conheceu o adolescente que se tornaria o maior nome do futebol no século 20.

Para colecionadores, peças usadas em finais de Copa do Mundo por lendas do esporte são consideradas o topo absoluto do mercado. Com o resultado desta quinta-feira, o leilão confirma que a memória de Pelé segue movendo cifras à altura da sua história, mesmo em uma semana dominada pela expectativa para a decisão entre Argentina e Espanha.

Fontes: ESPN, AFP, Sotheby’s e Bleacher Report.

Imagem de destaque: Unknown authorUnknown author / Wikimedia Commons (Public domain).

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