O Chelsea anunciou a contratação do atacante inglês Morgan Rogers, ex-Aston Villa, por 117 milhões de libras, cerca de 135 milhões de euros. Com o valor, o jogador de 23 anos se tornou o atleta britânico mais caro da história do futebol, superando um recorde que havia sido batido poucas semanas antes, ainda nesta mesma janela de transferências. O acordo, de sete temporadas, coloca Rogers no centro do projeto do clube londrino comandado por Xabi Alonso.
Um recorde que durou poucas semanas
Até o início de julho de 2026, o título de britânico mais caro pertencia a Elliot Anderson, meia da Inglaterra que trocou o Nottingham Forest pelo Manchester City por 116 milhões de libras. Antes disso, a marca era de Jude Bellingham, comprado pelo Real Madrid junto ao Borussia Dortmund por 115 milhões de libras em 2023. Em questão de semanas, portanto, o teto do mercado britânico foi rompido duas vezes, o que ilustra a escalada de valores na Premier League após a Copa do Mundo de 2026.
Rogers custou ao Chelsea mais do que qualquer outro jogador nascido nas ilhas britânicas já custou. A operação também superou o antigo recorde do próprio clube, quando os Blues desembolsaram uma cifra semelhante pelo meia argentino Enzo Fernández.
Da base do West Brom ao topo do mercado
A trajetória de Rogers ajuda a dimensionar o salto. Nascido em Halesowen, na Inglaterra, em julho de 2002, ele foi formado nas categorias de base do West Bromwich Albion e transferido para o Manchester City em 2019, ainda muito jovem. No City, porém, nunca chegou a atuar pela equipe principal e passou por empréstimos a Lincoln City, Bournemouth e Blackpool.
O ponto de virada veio em julho de 2023, quando o Middlesbrough pagou cerca de 1 milhão de libras para tirá-lo do City em definitivo. Na temporada seguinte, já no Championship, a segunda divisão inglesa, o atacante somou 33 partidas, sete gols e nove assistências, números que despertaram o interesse da elite. Em fevereiro de 2024, o Aston Villa fechou sua contratação em um movimento de último dia de janela. Menos de um ano depois, em novembro de 2024, ele estreava pela seleção inglesa.
Titular da Inglaterra na Copa de 2026
Pela Inglaterra, Rogers acumula 22 jogos e fez parte do elenco que disputou a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A seleção comandada por Thomas Tuchel terminou o torneio em terceiro lugar, após vencer a França na disputa pelo bronze. A boa campanha pessoal ajudou a valorizar o passe do atacante, cobiçado por vários clubes da Premier League.
Segundo a imprensa inglesa, o Arsenal chegou a considerar Rogers seu principal alvo para o setor ofensivo, mas recuou diante da quantia exigida pelo Aston Villa. O Chelsea, por sua vez, aceitou pagar o valor cheio e levou a melhor na disputa.
Reencontro com Palmer em Stamford Bridge
Em Stamford Bridge, Rogers voltará a jogar ao lado de Cole Palmer, seu antigo companheiro nas categorias de base do Manchester City. A dupla promete ser a base do ataque do Chelsea na nova temporada. Em sua primeira declaração como reforço, o atacante afirmou estar muito animado e disse enxergar no clube londrino uma referência que admira desde a infância.
A contratação se soma a uma janela de transferências agitada para o Chelsea, que reforçou vários setores do elenco sob o comando de Xabi Alonso. O clube aposta que a chegada do inglês, ainda em ascensão aos 23 anos, represente um investimento de longo prazo, e não apenas um reforço pontual. Resta ver se Rogers conseguirá corresponder, dentro de campo, ao peso do rótulo de jogador britânico mais caro de todos os tempos.
Fontes: Sky Sports, Goal, Al Jazeera, ESPN, BBC Sport e England Football.