De Ketelaere marca duas vezes, Bélgica goleia os Estados Unidos por 4 a 1 e elimina o anfitrião da Copa 2026
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De Ketelaere marca duas vezes, Bélgica goleia os Estados Unidos por 4 a 1 e elimina o anfitrião da Copa 2026

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O sonho americano de ir longe na Copa do Mundo em casa acabou nas oitavas de final. Nesta segunda-feira, a Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 no Lumen Field, em Seattle, e avançou às quartas de final da Copa 2026, onde vai encarar a Espanha. Charles De Ketelaere foi o grande nome da partida, com dois gols, e Romelu Lukaku saiu do banco para fechar a conta nos acréscimos. Para a torcida americana, a noite trouxe uma sensação amarga de repetição: assim como em 2014, foi a Bélgica quem tirou os Estados Unidos do torneio nas oitavas de final.

De Ketelaere abre o caminho e responde em dois minutos

A Bélgica precisou de apenas nove minutos para mostrar que estava em outra rotação. Nicolas Raskin cruzou rasteiro e De Ketelaere apareceu livre para empurrar para a rede e abrir o placar. Os Estados Unidos reagiram aos 31, quando Malik Tillman cobrou falta com categoria e contou com um desvio na cabeça de Hans Vanaken para enganar o goleiro belga e empatar o jogo.

A igualdade, porém, durou dois minutos. Aos 33, De Ketelaere subiu mais alto que o veterano Tim Ream na segunda trave e testou firme para recolocar a Bélgica na frente. O atacante, eleito o destaque da partida, transformou em pesadelo a noite da defesa americana.

Erro fatal de Freese e golaço de Vanaken

Se o primeiro tempo já era favorável aos belgas, o segundo começou com um presente. Aos 12 minutos da etapa final, o goleiro Matt Freese saiu jogando de forma arriscada fora da área e entregou a bola nos pés do adversário. Vanaken não perdoou: de mais de 30 metros, acertou um chute por cobertura e fez 3 a 1, matando a reação dos donos da casa.

O dado mais impressionante é que a Bélgica construiu essa vantagem com Kevin De Bruyne, Jeremy Doku e Romelu Lukaku no banco de reservas. O trio só entrou com o jogo já controlado, e Lukaku ainda deixou o seu: aos 48 do segundo tempo, aproveitou uma pressão na saída de bola americana para marcar o quarto gol belga. As estatísticas confirmaram o domínio, com ampla vantagem dos europeus em finalizações e chances claras.

Quarta queda seguida nas oitavas e fim da festa em casa

A eliminação tem peso histórico para os Estados Unidos. É a quarta Copa do Mundo consecutiva em que a seleção americana cai nas oitavas de final, e desta vez diante de sua própria torcida, em um Mundial que vinha batendo recordes de público e audiência no país. A vitória sobre a Bósnia na fase anterior havia se tornado o jogo de futebol mais assistido em inglês na história da TV americana, o que aumentou ainda mais a frustração com a queda.

O jogo também encerrou a novela envolvendo Folarin Balogun. Liberado pela FIFA de uma suspensão em decisão que gerou polêmica com a UEFA e com a própria federação belga, o atacante foi titular, mas pouco produziu e deixou o campo nos acréscimos. Para a Bélgica, a classificação teve sabor de justiça esportiva depois da controvérsia que antecedeu o duelo.

Bélgica reedita 2014 e agora desafia a Espanha

O resultado repetiu o roteiro da Copa de 2014, no Brasil, quando a Bélgica também eliminou os Estados Unidos nas oitavas de final, naquela ocasião por 2 a 1 na prorrogação. Doze anos depois, a geração renovada dos Diabos Vermelhos foi ainda mais dominante e não precisou de tempo extra.

Nas quartas de final, a Bélgica terá pela frente seu maior teste no torneio: a Espanha, atual campeã europeia, que eliminou Portugal e ainda não sofreu gols na Copa 2026. O duelo está marcado para sexta-feira, 10 de julho, em Los Angeles, e vale vaga na semifinal do Mundial.

Fontes: ESPN, NBC Sports, FIFA e Al Jazeera.

Imagem de destaque: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

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