A conquista da Espanha na Copa do Mundo de 2026, com a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação da final no MetLife Stadium, não rendeu apenas o segundo título mundial da seleção. A campanha da Roja deixou marcas que a colocam entre as mais dominantes da história dos Mundiais, com dois recordes que nenhuma outra seleção havia alcançado antes.
A defesa mais fechada da história entre os campeões
A Espanha terminou o torneio com apenas um gol sofrido em oito jogos, a menor quantidade já registrada por uma seleção campeã do mundo. A marca anterior pertencia a equipes que haviam levado dois gols na campanha vitoriosa, entre elas a França de 1998 e a Itália de 2006. O Guinness World Records confirmou o feito ainda antes da decisão, quando a Espanha chegou à final com apenas um gol sofrido.
O único gol contra a Roja em toda a Copa saiu nas quartas de final, na vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica. Nas outras sete partidas, a meta espanhola permaneceu intacta. A caminhada defensiva incluiu o empate sem gols com Cabo Verde na estreia, além de vitórias sobre Arábia Saudita por 4 a 0, Uruguai por 1 a 0, Áustria por 3 a 0, Portugal por 1 a 0, França por 2 a 0 na semifinal e a própria Argentina por 1 a 0 na decisão.
Unai Simón e a maratona sem levar gols
O grande nome da retranca espanhola foi o goleiro Unai Simón, que estabeleceu um recorde pessoal na competição. Segundo levantamentos divulgados após a final, o arqueiro do Athletic Bilbao acumulou uma sequência de cerca de 650 minutos sem ser vazado dentro do Mundial, número que ajuda a explicar como a Espanha sustentou a campanha mais segura já vista entre os campeões.
Mais do que estatística, o desempenho traduziu a identidade do time comandado por Luis de la Fuente: controle de bola, ocupação de espaços e uma linha defensiva que raramente foi exposta. Na final, a Argentina de Lionel Messi terminou o primeiro tempo da prorrogação sem finalizações no alvo, sinal do domínio espanhol na decisão.
Reinado duplo: masculino e feminino ao mesmo tempo
O segundo grande recorde tem alcance ainda maior. Ao levantar a taça em 2026 sendo a atual campeã do Mundial feminino, conquistado na Austrália e na Nova Zelândia em 2023, a Espanha se tornou a primeira nação a segurar simultaneamente os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina. Nenhum outro país havia reunido os dois troféus principais da FIFA ao mesmo tempo desde a criação das competições.
O feito coroa um período de domínio do futebol espanhol nas duas frentes. Além dos dois Mundiais, a seleção masculina também é a atual campeã da Eurocopa, título vencido em 2024, enquanto a equipe feminina segue entre as principais forças do planeta desde a conquista mundial de três anos atrás.
Um título construído no coletivo
O gol que decidiu a final saiu dos pés de Ferran Torres, no início do segundo tempo da prorrogação, garantindo o 1 a 0 sobre a Argentina. Foi o desfecho de uma campanha marcada pela força do elenco e pela base do Barcelona, que cedeu vários jogadores à seleção campeã e viu jovens como Lamine Yamal e Cubarsí ganharem projeção internacional ao longo do torneio.
Com o troféu de 2026, a Espanha chega ao segundo título mundial de sua história e reafirma o modelo de jogo que já havia rendido a conquista de 2010. A diferença, desta vez, está nos recordes que acompanham a taça e que devem manter a campanha na memória do futebol por muitos anos.
Fontes: FIFA, NPR, ESPN, Guinness World Records, Yahoo Sports e CNBC.
Imagem de destaque: Lars Bo Nielsen / Unsplash (Unsplash License).