Curaçao, o menor país da história em Copas, faz história e sonha com o mata-mata
Copa do Mundo 2026

Curaçao, o menor país da história em Copas, faz história e sonha com o mata-mata

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Com pouco mais de 150 mil habitantes e um território de apenas cerca de 444 quilômetros quadrados, a ilha caribenha de Curaçao virou uma das histórias mais marcantes da Copa do Mundo de 2026. Na sua primeira participação em um Mundial, a seleção comandada pelo veterano treinador holandês Dick Advocaat já garantiu um lugar nos livros de recordes e ainda mantém viva, ainda que de forma remota, a chance de avançar ao mata-mata. A decisão acontece nesta quinta-feira, 25 de junho, diante da Costa do Marfim.

O menor país da história em uma Copa

Ao se classificar para o torneio organizado por Estados Unidos, México e Canadá, Curaçao se tornou a menor nação, tanto em população quanto em área, a disputar uma Copa do Mundo masculina. O recorde anterior pertencia à Islândia, que tinha cerca de 350 mil habitantes quando estreou na Copa de 2018, na Rússia. A vaga inédita foi conquistada nas Eliminatórias da Concacaf, em que a equipe terminou na liderança do seu grupo à frente de adversários como Jamaica e Trinidad e Tobago, segurando um empate sem gols na última rodada.

A montagem do elenco é parte essencial dessa trajetória. Aproveitando as regras de elegibilidade da FIFA, Curaçao reuniu jogadores nascidos ou com raízes na ilha que foram formados sobretudo no futebol dos Países Baixos, país do qual o território faz parte como nação constituinte. O resultado foi um grupo competitivo, com atletas acostumados ao alto nível europeu, capaz de surpreender em campo.

A defesa heroica que valeu um ponto inédito

O início no Grupo E foi duro. Na estreia, em 14 de junho, no NRG Stadium, em Houston, Curaçao foi goleada por 7 a 1 pela Alemanha. Mesmo na derrota, houve motivo para comemorar: o meia Livano Comenencia anotou o primeiro gol da história da seleção em Copas do Mundo.

A virada de chave veio no segundo jogo. Em 20 de junho, diante do Equador, Curaçao protagonizou uma das maiores atuações defensivas do torneio e segurou um empate por 0 a 0. O grande nome foi o goleiro Eloy Room, autor de 15 defesas na partida. O Equador finalizou 15 vezes no alvo sem balançar as redes, o maior número de chutes a gol sem gols em um jogo de Copa do Mundo desde 1966. Com o ponto conquistado, Curaçao se tornou também o menor país da história a pontuar em um Mundial.

A decisão diante da Costa do Marfim

O empate deixou Curaçao com 1 ponto, na quarta colocação do Grupo E, que tem a Alemanha já classificada na liderança, com 6 pontos, seguida pela Costa do Marfim, com 3, e pelo Equador, também com 1 ponto, mas com saldo de gols melhor. Na última rodada, marcada para 25 de junho, em Filadélfia, a ilha caribenha encara justamente a Costa do Marfim, enquanto Alemanha e Equador se enfrentam no outro jogo da chave.

O cenário é desafiador. Por causa do saldo negativo acumulado na goleada sofrida para a Alemanha, Curaçao precisa de uma vitória e ainda depende de outros resultados para tentar uma vaga entre os melhores terceiros colocados, já que o formato ampliado de 48 seleções classifica oito terceiros para a fase de 32. Para a Costa do Marfim, que busca o mata-mata pela primeira vez na sua história, a conta é mais simples e um bom resultado encaminha a classificação.

Uma campanha que já entrou para a história

Independentemente do que acontecer diante da Costa do Marfim, a participação de Curaçao já é tratada como um marco do futebol. A presença do menor país da história em uma Copa do Mundo simboliza um dos efeitos mais comentados do novo formato com 48 seleções: a abertura de espaço para nações antes distantes do cenário principal. Para uma ilha de pouco mais de 150 mil pessoas, terminar uma fase de grupos de Copa com pelo menos um ponto e uma atuação defensiva memorável já representa uma conquista que ultrapassa as quatro linhas.

Fontes: ESPN, Sky Sports, NBC News, CNN Brasil, FIFA, Concacaf e Wikipedia.

Imagem de destaque: Jos van Spanje / Unsplash (Unsplash License).

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