Famílias da Copa: Irmãos, Pais e Filhos que Disputaram Mundiais
Copa do Mundo 2026

Famílias da Copa: Irmãos, Pais e Filhos que Disputaram Mundiais

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A Copa do Mundo é o sonho máximo de qualquer jogador, mas algumas famílias conseguiram transformar esse sonho em tradição hereditária. Irmãos que levantaram o troféu juntos, pais e filhos que vestiram a mesma camisa em gerações diferentes e até irmãos que se enfrentaram em lados opostos do gramado: o futebol de seleções está repleto de histórias em que o talento corre no sangue.

Irmãos campeões do mundo juntos

O caso mais célebre é o dos alemães Fritz e Ottmar Walter, campeões mundiais em 1954, na Suíça, na final que ficou conhecida como o Milagre de Berna, quando a Alemanha Ocidental virou sobre a Hungria de Puskás por 3 a 2. Fritz, o capitão, e Ottmar, o atacante, marcaram juntos na semifinal contra a Áustria, vencida por 6 a 1.

Doze anos depois, foi a vez dos ingleses Bobby e Jack Charlton. Em 1966, em Wembley, os dois estiveram em campo na final contra a Alemanha Ocidental, vencida por 4 a 2 na prorrogação. Bobby, meia genial do Manchester United, havia marcado duas vezes na semifinal contra Portugal. Jack, zagueiro do Leeds, era o irmão mais velho e o pilar defensivo daquela equipe.

Boateng contra Boateng: irmãos em lados opostos

A Copa de 2010 produziu um fato inédito: pela primeira vez, dois irmãos se enfrentaram em um Mundial. Jérôme Boateng, zagueiro da Alemanha, encarou Kevin-Prince Boateng, meia de Gana, no duelo vencido pelos alemães por 1 a 0, com gol de Mesut Özil. Filhos do mesmo pai ganês, os dois cresceram em Berlim e escolheram seleções diferentes. O reencontro aconteceu em 2014, no Brasil, no empate por 2 a 2 entre as mesmas seleções, em Fortaleza. Jérôme terminou aquela Copa campeão do mundo.

Pais e filhos que vestiram a camisa em Mundiais

O sobrenome Forlán é sinônimo de Copa no Uruguai. Pablo Forlán disputou os Mundiais de 1966 e 1974. Seu filho, Diego Forlán, foi além: jogou as Copas de 2002, 2010 e 2014 e foi eleito o melhor jogador do Mundial da África do Sul, quando o Uruguai terminou em quarto lugar e ele marcou cinco gols.

Na França, Jean Djorkaeff defendeu a seleção na Copa de 1966, e seu filho Youri foi campeão mundial em 1998, em casa, ao lado de Zidane. Na Dinamarca, o lendário goleiro Peter Schmeichel disputou a Copa de 1998, e seu filho Kasper seguiu os mesmos passos no Mundial de 2018, na Rússia, também debaixo das traves.

O Brasil tem um capítulo especial nessa lista: Mazinho, lateral campeão do mundo em 1994 nos Estados Unidos, é pai de Thiago Alcântara, que escolheu defender a Espanha e disputou a Copa de 2018. Já na Itália, Cesare Maldini, capitão histórico do Milan, comandou a seleção italiana como treinador na Copa de 1998, na qual seu filho Paolo era o capitão dentro de campo. Paolo disputou quatro Mundiais (1990, 1994, 1998 e 2002) sem conquistar o título.

Duplas de sangue que marcaram época

  • Fritz e Ottmar Walter (Alemanha): campeões juntos em 1954
  • Bobby e Jack Charlton (Inglaterra): campeões juntos em 1966
  • Sócrates e Raí (Brasil): o Doutor jogou em 1982 e 1986; o irmão caçula foi campeão em 1994
  • Frank e Ronald de Boer (Holanda): gêmeos semifinalistas em 1998
  • Jérôme e Kevin-Prince Boateng: rivais em 2010 e 2014
  • Pablo e Diego Forlán (Uruguai): cinco Copas somadas entre pai e filho

Quando o talento atravessa gerações

O caso dos irmãos Sócrates e Raí resume bem o peso dessas histórias no futebol brasileiro. Sócrates encantou o mundo como capitão da seleção de 1982, considerada uma das melhores equipes a nunca vencer uma Copa. Raí, doze anos mais novo, realizou o que o irmão não conseguiu: levantou o troféu em 1994. Duas trajetórias diferentes, um mesmo sobrenome e a prova de que, em algumas famílias, a Copa do Mundo é quase um destino.

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