Inglaterra volta ao Azteca 40 anos depois da Mão de Deus: México decide hoje vaga nas quartas da Copa 2026
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Inglaterra volta ao Azteca 40 anos depois da Mão de Deus: México decide hoje vaga nas quartas da Copa 2026

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México e Inglaterra se enfrentam neste domingo, às 21h (horário de Brasília), pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, em um dos duelos mais carregados de história de todo o torneio. A partida será no Estádio Azteca, na Cidade do México, palco que a seleção inglesa não pisa desde 1986, quando foi eliminada pela Argentina no jogo da famosa Mão de Deus de Diego Maradona. Quatro décadas depois, os ingleses de Thomas Tuchel voltam ao mesmo gramado para tentar derrubar o anfitrião que vive a melhor campanha de sua história em Copas.

A fortaleza do Azteca

Os números explicam por que o Azteca é tratado como o maior trunfo mexicano no torneio. Desde a inauguração, em 1966, o México perdeu apenas duas vezes como mandante no estádio, a mais recente delas em 2013, para Honduras. Em jogos de Copa do Mundo disputados no Azteca, somando as edições de 1970, 1986 e 2026, a seleção mexicana está invicta em dez partidas. Segundo a Al Jazeera, o time nacional está invicto há 22 jogos competitivos no local, com 16 vitórias e 6 empates.

Na Copa 2026, a casa segue de pé: o México venceu África do Sul, Chéquia e Equador no Azteca, parte da campanha perfeita de quatro vitórias em quatro jogos, ainda sem sofrer nenhum gol. O ambiente é tão intenso que, de acordo com a CBS Sports, equipamentos sísmicos próximos ao estádio registraram sinais artificiais significativos provocados pela vibração da torcida nos gols de Quiñones e Jiménez na vitória sobre o Equador, pelo mata-mata.

O peso de 1986

Para a Inglaterra, o retorno ao Azteca mexe com uma das feridas mais famosas de sua história. Foi ali que, nas quartas de final de 1986, Maradona marcou com a mão o gol que ficaria conhecido como a Mão de Deus e, minutos depois, fez o chamado gol do século na vitória argentina por 2 a 1. O estádio também foi o cenário do tricampeonato de Pelé com o Brasil em 1970 e é o único do mundo a ter recebido duas finais de Copa. Nesta edição, tornou-se o primeiro a sediar três jogos de abertura de Mundiais.

Altitude, calor e até risco de tempestade

Além da mística, há um adversário físico: o gramado do Azteca fica a 2.240 metros acima do nível do mar. Na altitude, o ar mais rarefeito entrega menos oxigênio a cada respiração e altera a trajetória da bola, que viaja mais rápido e mais longe. Tuchel reconheceu o problema após a delegação inglesa desembarcar na Cidade do México na sexta-feira: para o treinador, é impossível o corpo se adaptar fisicamente em apenas quatro dias.

O clima virou outro fator de tensão. Ainda segundo a Al Jazeera, a FIFA chegou a avaliar mudanças na partida por causa da previsão de tempestades e alagamentos na capital mexicana, mas manteve o horário original.

Como chegam as duas seleções

O México de Javier Aguirre vive um momento histórico: além da campanha 100%, a vitória sobre o Equador quebrou um jejum de 40 anos sem triunfos em mata-mata de Copa. Agora, o objetivo é voltar às quartas de final pela primeira vez desde 1986, justamente a edição em que o país foi sede. Aguirre, que comanda a seleção mexicana em uma Copa pela terceira vez, evitou apostar na altitude como vantagem e avisou que será preciso um jogo quase perfeito para superar uma Inglaterra que classificou como poderosa. O treinador citou Harry Kane como a principal ameaça inglesa.

A Inglaterra chega embalada por uma virada dramática: dois gols de Harry Kane nos minutos finais garantiram o 2 a 1 sobre a República Democrática do Congo na fase anterior. O capitão inglês, artilheiro e principal esperança de gols do time de Tuchel, tenta manter vivo o sonho do primeiro título mundial da Inglaterra desde 1966. O vencedor do duelo enfrenta nas quartas de final quem avançar de Brasil x Noruega, que também jogam neste domingo.

Fontes: Al Jazeera, CBS Sports, ESPN, Sky Sports e beIN Sports.

Imagem de destaque: UK Prime Minister / Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

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