Um presente para Diego: Messi dedica a Maradona a vaga da Argentina na final da Copa 2026, e Tuchel vira alvo de críticas
Copa do Mundo 2026

Um presente para Diego: Messi dedica a Maradona a vaga da Argentina na final da Copa 2026, e Tuchel vira alvo de críticas

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A virada da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2026 ganhou contornos ainda mais emocionais depois do apito final. Autor das jogadas que mudaram o jogo em Atlanta, Lionel Messi dedicou a classificação a Diego Maradona, morto em 2020, e lembrou o peso histórico de eliminar os ingleses em um Mundial. Do outro lado, o técnico Thomas Tuchel virou o principal alvo das críticas na Inglaterra por ter recuado a equipe depois de abrir o placar, decisão que custou a primeira final inglesa em uma Copa desde 1966.

A dedicatória a Maradona

Emocionado após a partida, Messi fez questão de citar o maior ídolo da história do futebol argentino. “Diego era realmente grande. Nunca quis me comparar a ele; para mim, é o maior de todos”, disse o capitão, em declarações reproduzidas pela ESPN. “Hoje, onde quer que esteja, ele estará feliz, aproveitando tudo isso, pelo que a seleção significava para ele e pelo legado que deixou. É um presente para ele.”

A referência tem endereço certo. Foi contra a Inglaterra, na Copa de 1986, que Maradona viveu sua tarde mais célebre, com a Mão de Deus e o chamado gol do século no Estádio Azteca. Quarenta anos depois, coube a Messi decidir o reencontro das seleções em um Mundial: o camisa 10 participou da pressão que resultou no empate de Enzo Fernández e cruzou na cabeça de Lautaro Martínez para o gol da virada nos acréscimos.

O peso da rivalidade

Messi também destacou o que a vitória representa para os torcedores. “Embora fosse só um jogo, vivemos algo especial, deu para sentir desde o hino”, afirmou. “A torcida queria essa vitória mais do que qualquer outra, pelo que significa enfrentar a Inglaterra em uma semifinal e chegar a mais uma final de Copa seguida. Nenhum argentino queria perder este jogo.”

Sobre a decisão de domingo contra a Espanha, o capitão adotou tom de respeito e classificou a adversária como um time tremendo, com jogadores extraordinários. A Argentina tenta se tornar a primeira seleção a vencer duas Copas consecutivas desde o Brasil de 1958 e 1962, enquanto a Espanha chega invicta e sem sofrer gols no torneio.

Tuchel na berlinda

Se em Buenos Aires a noite foi de festa, em Londres o clima é de cobrança. A imprensa inglesa e ex-jogadores criticaram duramente a postura de Tuchel, que tinha a vantagem no placar após o gol de Anthony Gordon e optou por fechar a equipe em um bloco baixo em vez de buscar o segundo gol. A estratégia ruiu nos minutos finais, e sites como o Yahoo Sports registraram uma enxurrada de críticas de comentaristas e torcedores ao treinador alemão.

Tuchel reconheceu a diferença de atitude entre as equipes. “A Argentina jogou com mais risco, com mais ritmo, com a sensação de que talvez não tivesse mais nada a perder”, admitiu. Sobre as críticas à decisão de defender o resultado, o treinador se defendeu: “É fácil dizer que foi errado depois. Essa é a natureza do jogo: assim que você perde, é criticado. Ninguém sabe o que teria acontecido com outras decisões, então não faz sentido entrar nisso e perder a cabeça.”

O que vem pela frente

A Inglaterra ainda volta a campo neste sábado, contra a França, na disputa pelo terceiro lugar, jogo que também marca a despedida de Didier Deschamps do comando francês. A grande final entre Argentina e Espanha será no domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com Messi, aos 39 anos, diante da chance de levantar a taça pela segunda vez seguida.

Fontes: ESPN, Yahoo Sports, Sports Mole e NBC Sports.

Imagem de destaque: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

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