O AS Monaco anunciou nesta quarta-feira (19) a rescisão do contrato de Paul Pogba, encerrada de comum acordo entre as partes. O vínculo do meio-campista francês de 33 anos ia até junho de 2027, mas a passagem pelo principado durou apenas uma temporada, com números que resumem a frustração do projeto: seis partidas na Ligue 1, uma única como titular, 115 minutos em campo e nenhum gol ou assistência. Campeão do mundo pela França em 2018, Pogba volta a ser agente livre e agora avalia os próximos passos de uma carreira marcada por lesões e por uma longa suspensão por doping.
Uma aposta que não vingou
Pogba chegou ao Monaco no meio de 2025, com contrato de duas temporadas, naquela que era a grande chance de recolocar a carreira nos trilhos. O francês estava sem clube desde dezembro de 2024, quando deixou a Juventus, e havia acabado de cumprir uma suspensão por doping que o afastou dos gramados por 18 meses, encerrada em março de 2025. A aposta do clube era clara: devolver ritmo de jogo a um dos meio-campistas mais talentosos de sua geração.
Na prática, o corpo não acompanhou. Pogba conviveu com seguidos problemas físicos ao longo da temporada e, mesmo quando esteve à disposição, entrou em campo de forma esporádica. A única partida que começou como titular foi contra o Metz. No fechamento da temporada, o Monaco terminou a Ligue 1 em sétimo lugar, longe das vagas continentais que o clube perseguia. Neste momento, o jogador se recupera de um estiramento na coxa esquerda, depois de já ter sofrido com um problema no joelho direito durante a pré-temporada. A rescisão foi anunciada antes da primeira partida oficial da nova temporada.
O que disseram clube e jogador
No comunicado oficial, o Monaco reconheceu que os objetivos traçados na chegada do jogador foram, nas palavras do clube, alcançados apenas parcialmente. O dirigente Thiago Scuro admitiu que o desfecho não era o que o clube esperava, mas fez questão de elogiar a postura do francês, destacando a atitude, a determinação e o alto nível de exigência que Pogba manteve no dia a dia, além da influência positiva sobre os jogadores mais jovens do elenco.
Pogba, por sua vez, se despediu com gratidão. O meio-campista afirmou que o Monaco é um grande clube e que, embora não tenha disputado o número de partidas que gostaria, será sempre grato pela oportunidade de vestir a camisa. O tom amistoso dos dois lados reforça que a separação foi negociada sem atritos, com o clube liberando o atleta para buscar um novo destino imediatamente.
De recorde mundial a agente livre
A saída silenciosa do principado contrasta com o tamanho da carreira de Pogba. Em 2016, o Manchester United pagou 105 milhões de euros à Juventus para repatriá-lo, valor que na época o tornou o jogador mais caro da história do futebol. Dois anos depois, ele foi um dos protagonistas do título mundial da França na Copa da Rússia, com gol na final contra a Croácia. De lá para cá, porém, a trajetória entrou em espiral descendente: lesões em série na segunda passagem pela Juventus, a suspensão por doping e, agora, uma temporada quase em branco no Monaco. O francês também ficou fora da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha, e acompanhou de longe a seleção francesa disputar o Mundial sem ele.
O que vem agora
Livre no mercado, Pogba pode assinar com qualquer clube sem custo de transferência, e a janela segue aberta nas principais ligas. A imprensa europeia aponta que os destinos mais prováveis passam pelo Oriente Médio e pela Major League Soccer, mercados que costumam absorver grandes nomes em fim de ciclo na Europa e que oferecem contratos atrativos. Aos 33 anos, o meio-campista insiste que ainda tem futebol de alto nível a mostrar, mas precisará primeiro vencer a batalha mais básica de todas: manter o corpo saudável por uma sequência longa de jogos, algo que não consegue desde 2022.
Fontes: Goal.com, OneFootball, CNN Brasil e A Bola.
Imagem de destaque: Gabriel Hutchinson / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).