Matthäus, Carbajal e os Recordistas de Copas Disputadas
História do Futebol

Matthäus, Carbajal e os Recordistas de Copas Disputadas

2012quatro@gmail.com 2012quatro@gmail.com 3 min de leitura História do Futebol

Disputar uma Copa do Mundo já é privilégio reservado a poucos. Disputar cinco exige longevidade rara, talento duradouro e duas décadas no mais alto nível do futebol. Esse clube seleto, inaugurado por um goleiro mexicano nos anos 1960, ganhou novos integrantes ilustres no Catar, em 2022, quando Lionel Messi e Cristiano Ronaldo alcançaram a marca.

Antonio Carbajal: o pioneiro

O goleiro mexicano Antonio Carbajal, conhecido como “La Tota”, foi o primeiro jogador a disputar cinco Copas do Mundo: 1950, 1954, 1958, 1962 e 1966. A trajetória começou no Brasil, onde o México estreou justamente contra a seleção anfitriã no Maracanã, e terminou na Inglaterra, dezesseis anos depois. Carbajal nunca passou da primeira fase, retrato de uma era difícil para o futebol mexicano, mas seu recorde permaneceu absoluto por mais de três décadas.

O caso do goleiro Gianluigi Buffon merece registro à parte: o italiano integrou cinco convocações consecutivas, de 1998 a 2014, embora não tenha entrado em campo na primeira delas, quando era o terceiro goleiro da Itália na França. Titular a partir de 2002, foi peça central do título mundial de 2006, sofrendo apenas dois gols em sete partidas naquela campanha, nenhum deles em jogada de bola rolando: um contra e um pênalti.

Lothar Matthäus: recordista de jogos

O alemão Lothar Matthäus igualou Carbajal ao disputar os Mundiais de 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998, mas foi além em outro quesito: somou 25 partidas em Copas, recorde que durou até 2022. Capitão e cérebro da Alemanha campeã de 1990 na Itália, Matthäus ergueu o troféu após a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na final de Roma e, naquele mesmo ano, foi eleito o primeiro vencedor do prêmio FIFA de melhor jogador do mundo. Sua marca de jogos só foi superada por Messi no Catar, que encerrou aquele torneio com 26 partidas em Mundiais.

Rafael Márquez: capitão em cinco Copas

O México voltou a colocar um nome nessa lista com o zagueiro Rafael Márquez, presente em 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018. Mais do que disputar cinco Mundiais, Márquez fez algo único: usou a braçadeira de capitão em todas as cinco edições, façanha que nenhum outro jogador alcançou. Elegante na saída de bola e líder nato, o ex-zagueiro do Barcelona simboliza a constância mexicana em Copas, ainda que a seleção tenha esbarrado seguidamente nas oitavas de final.

O clube dos cinco Mundiais

  • Antonio Carbajal (México): 1950, 1954, 1958, 1962 e 1966
  • Lothar Matthäus (Alemanha): 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998, campeão em 1990
  • Gianluigi Buffon (Itália): convocado de 1998 a 2014, campeão em 2006
  • Rafael Márquez (México): 2002 a 2018, capitão nas cinco edições
  • Lionel Messi (Argentina): 2006 a 2022, campeão e recordista de jogos no Catar
  • Cristiano Ronaldo (Portugal): 2006 a 2022, único a marcar em cinco Copas diferentes

Messi e Cristiano: o encerramento de uma era

A Copa do Catar transformou a rivalidade individual mais marcante do século em registro estatístico. Messi e Cristiano Ronaldo chegaram juntos à quinta participação, dezesseis anos depois de estrearem na Alemanha, em 2006. O português estabeleceu um recorde próprio: ao converter um pênalti contra Gana, tornou-se o primeiro jogador a marcar em cinco edições diferentes do torneio.

Messi foi além: aos 35 anos, conduziu a Argentina ao título com sete gols, levou o prêmio de melhor jogador da Copa pela segunda vez (já havia vencido em 2014) e superou Matthäus como o atleta com mais partidas na história dos Mundiais.

Pelé, o recordista de títulos

Nenhuma conversa sobre longevidade em Copas termina sem Pelé. O Rei disputou quatro edições (1958, 1962, 1966 e 1970) e segue sozinho como o único tricampeão mundial da história entre os jogadores. Já o lateral Cafu construiu outra marca singular: é o único atleta a disputar três finais consecutivas de Copa, em 1994, 1998 e 2002, vencendo duas delas. Entre quantidade e qualidade, o futebol brasileiro escolheu colecionar troféus.

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